OBS #7: Eu era hipster e não sabia!

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Daria: um dos melhores desenhos, sério.

 

Quando eu era mais nova, tinha uma certa obsessão – idiota – em ter um estilo retrô. Eu era como o filme de Woody Allen, Meia Noite Em Paris. Idealizava algumas coisas antigas, principalmente dos anos 60.

Eu ainda gosto de muitas coisas antigas. Só não fico insistindo mais em seguir um estilo retrô. Visto e compro o que tenho vontade – por exemplo, nos últimos meses tenho vestido roupas mais grunge (anos 80 e 90), mas o que mais toca no meu headphone é Lady Gaga.

Não escrevo o post para criticar quem gosta de seguir algum estilo. Acho que cada um tem mais que seguir o que gosta, o que lhe deixa mais a à vontade. Só acho que eu fui idiota em deixar de aderir à vida mais prática só para manter um estilo.

Penso que tinha essa idealização pelo passado por comodidade. Não é tão comum se decepcionar com o que já aconteceu, e sim com o que está por vir.

Alguns motivos para eu pensar que já fui um pouco hipster:

 

1-) Eu comprava não apenas CDs, como LPs também!

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Sim, eu tenho uma pequena coleção de CDs e LPs! Tudo começou com 12 anos, quando eu era fã de artistas pop-rock, punk-rock ou emocore – Avril Lavigne, Green Day, Simple Plan; pode julgar. Eu já tinha ganhado meu MP3, mas fazia questão de ter o CD dos meus artistas favoritos.

Com 14 anos, conheci Chico Buarque – que ainda considero um dos maiores compositores da nossa música. Se não me engano, foi nessa época que a Folha relançou todos os seus discos em CD. Se foi nessa época ou não, o importante é que todo domingo fui à banca de jornal mais próxima, até que completei minha coleção.

Aos 14 eu também comecei minha fase BEATLEMANIA. É estranho pensar que tive essa fase nos anos 2000, mas é a maior banda que já existiu, então acho compreensível. Quando eu tinha 15 anos, a Apple Music remasterizou todos os álbuns de estúdio. Todo mês usei o dinheiro da mesada para comprar um ou dois CDs – e eventualmente o LP Abbey Road, que é muito maravilhoso!

Dois anos mais tarde eu visitaria sebos com frequência para encontrar LPs de rock clássico (The Beatles, Pink Floyd, David Bowie) ou MPB (Chico Buarque, Caetano Veloso, Os Mutantes).

Hoje em dia eu baixo tudo o que quero escutar. Não consigo lembrar da última vez que usei a vitrola, por exemplo. Agora me sinto mais confortável usando meu headphone.

 

2-) Eu só queria ler o livro físico.

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Isso até comprar meu Kindle e descobrir sua praticidade!

Eu não só comprava livros e mais livros, como preferia comprar livros empoeirados nos sebos do centro de São Paulo.

 

3-) Eu fazia questão de ver filmes (antigos) no cinema.

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Ia ter mostra de cinema francês: eu estaria lá com certeza! Se fosse filme da nouvelle vague então…

Inclusive, tenho DVDs do Godard e Truffaut, que tenho vergonha de assumir que já foram meus diretores favoritos.

Mas eu ainda sou apaixonada por musicais, como The Wall (Pink Floyd, na minha humilde opinião, é a segunda melhor banda que existiu, depois dos Beatles), Rocky Horror Picture Show, Grease, Cantando Na Chuva, Chicago…. Às minhas leitoras: experimentem assistir musicais na TPM.

Hoje em dia eu já não faço tanta questão de ir ao cinema quanto antigamente, principalmente porque é caro. E mesmo assim, só vou me empolgar de verdade ser for algo como Star Wars.

A verdade é que tenho assistido mais séries. E eu baixo tudo, mas cogito ter uma assinatura do Netflix em breve.

 

4-) Meu sonho de consumo foi uma câmera Polaroid!

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Acho que o título dispensa maiores comentários. Não bastando isso, queria fazer um mural com as fotos.

Felizmente, essa câmera é muito cara no Brasil, o que me poupou de ficar protegendo o mural dos meus gatinhos.

Esse ano fiz questão de comprar um celular com câmera foda. E, claro, vai tudo para o Instagram.

 

5-) Pra fechar: eu era obcecada por café!

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Juro que com 17 anos só faltava injetar cafeína na veia! E eu não me contentava em amar café: eu precisava dizer pra todo mundo que eu era “Uma menina à base de cafeína”. Me impressiona que nessa época eu detestava Starbucks – hoje em dia eu praticamente bato ponto lá.

Mesmo tomando café todos os dias, precisei reduzir a quantidade pelo histórico de gastrite na família.

Ainda amo café, mas já aprendi que é idiota me resumir dessa maneira.

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