CENA #8: 20 singles de 2016 que mais ouvi

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2016 foi um ano muito bom para a música – para alguma coisa boa esse ano tinha que prestar. Tinha algum tempo que eu não me empolgava tanto com músicas novas, e esse ano me agradou muito.

 

Foi muito difícil selecionar as músicas – meu plano inicial era de apenas 10, imagina!

 

A lista não tem ordem de importância nem cronológica. Eu acho que ela está um tanto eclética, mas em sua grande maioria é pop mesmo – gênero que mais ouço. Para ouvir as músicas e ver seus clipes, basta clicar!

 

1-) Lazarus – David Bowie

Para quem não sabe, David Bowie é meu maior ídolo. Eu sou uma grande admiradora do que ele faz e a morte dele me pegou de surpresa – assim como pegou a todos.

Lazarus foi lançado com eu último disco, um dia antes da morte do cantor. Decidi começar por esse single porque foi a despedida de um grande ícone, e foi deixado de fora de muitas listas.

 

2-) PILLOWTALK – Zayn

Vou confessar aqui que eu até tenho certa inveja de quem teve One Direction na adolescência. Deixe o pedantismo de lado e admita que os meninos são talentosos!

Zayn foi o primeiro a abandonar o barco, o que resultou num CD incrível! E eu fiquei viciada em Pillowtalk, ainda não consegui enjoar. O clipe também é maravilhoso, com participação de Gigi Haddid e uma atmosfera psicodélica.

 

3-) Dangerous Woman – Ariana Grande

Até o lançamento do disco Dangerous Woman eu não gostava tanto do trabalho da Ariana Grande. Eu achava algo comparável à Mariah Carrey – uma puta voz e umas músicas meio bregas, meio chatas (minha opinião).

Aí essa menina que saiu da Nickleodeon me aparece com essa música MARAVILHOSA. O disco, na minha opinião, foi um dos melhores do ano, e tive que me esforçar pra não colocar mais singles dela na lista.

 

4-) Close – Nick Jonas feat. Tove Lo

Eu detestava os Jonas Brothers na adolescência. E de verdade, acho que a banda era péssima. Felizmente, passaram-se os anos e Nick Jonas (e Joe Jonas que, SPOILER ALERT, vai aparecer na lista) ficou muito talentoso.

Essa música é muito viciante – mesmo eu não gostando da Tove Lo.

 

5-) Cake By The Ocean – DNCE

A primeira vez que ouvi essa música foi na escola que trabalho. Perguntei de quem era e não imaginava que a banda era de um antigo membro da Jonas Brothers.

Foi uma surpresa positiva!

 

6-) Send My Love (To Your New Lover) – Adele

Declaração polêmica: não sou fã da Adele. Ela canta muito bem, ela é talentosa… Mas não dá pra mim!

Eu não consigo ser fã dela por ficar muito deprimida ouvindo as músicas dela. Acho que é tristeza em excesso.

Eis que Send My Love, mesmo não sendo tão alegre, virou um dos meus vícios e catava quando estava alegre.

 

7-) Work – Rihanna feat. Drake

A Rihanna é uma das cantoras que mais gosto, então esperei o disco ANTI ansiosíssima! Felizmente, foi um dos melhores discos que ouvi no ano.

Eu queria colocar Consideration na lista, mas Work era a música que me alegrava de verdade – e cá entre nós, esse ano precisávamos nos alegrar o tempo todo, porque não foi fácil.

 

😎 Cheap Thrills – SIA

Eu acho que essa foi uma das músicas que mais ficava cantando. Sou apaixonada por tudo que a Sia faz, e toda vez que ela lança algo fico super empolgada!

Acho válido mencionar The Greatest também, que tem um vídeo super forte e – até onde sei – é uma homenagem às vítimas do atentado da boate gay em Orlando.

 

9-) Formation – Beyoncé

ESSA MULHER É FLAWLESS. Desculpem a empolgação, mas a cada vez que a Beyoncé lança algo é só pra confirmar que, quando já não tem o que melhorar, ela faz o impossível e se supera!

O disco Lemonade foi uma dádiva. O que eu mais amei de fato foi Formation, que foi uma resposta ao racismo nos EUA. E achei importante ela bater de frente com os conservadores, principalmente em uma época em que a intolerância cresce cada vez mais.

Eu queria DEMAIS colocar Sorry e Hold Up na lista, mas não pude.

 

10-) Miracle Aligner – The Last Shadow Puppets

Essa banda é uma das minhas favoritas, mas nunca pensei que eles passariam de um álbum (The Age Of The Understatement, 2008). Esse ano descobri que eles lançaram mais um álbum e estão melhores do que nunca!

Alex Turner (de mais uma das minhas bandas favoritas, Arctic Monkeys) e Miles Kane (The Rascals) lançaram alguns clipes que parecem parte de um filme italiano. Mesmo eu não sendo fã de cinema italiano (desculpa, gente), estou apaixonada por todos os clipes.

Porém, tive que escolher só um, e Miracle Aligner me pegou pela coreografia que eles fazem. Assista.

 

11-) That’s My Girl – Fifth Harmony

Esse ano eu aprendi a gostar de Fifth Harmony. Na hora de escolher o single da lista, fiquei em dúvida entre essa e All In My Head (Flex). Acabei escolhendo essa porque mexeu com empoderamento feminino, aí meu coração não resistiu.

 

12-) Perfect Illusion – Lady Gaga

Ela nunca ia ficar de fora dessa lista. Eu fiquei na dúvida entre essa, ‘Till It Happens To You e Million Reasons.

Perfect Illusion marcou uma noiva fase de Lady Gaga. Muita gente torceu o nariz, mas acho que faz parte do artista mudar de estilo – David Bowie fazia isso, Madonna fazia isso, The Beatles fizeram isso!

Levou um tempo pra eu me apaixonar pela música, mas agora se toca eu já começo a ficar dançante.

 

13-) I’m Still Breathing – Green Day

Eu não sei se Green Day vai fazer com que eu me sinta como eu senti ao ouvir o disco American Idiot pela primeira vez. Eu adoraria sentir isso, mas eu era praticamente criança e punk rock me impressionava fácil.

Porém, eu sentia falta de conhecer uma música nova deles que me fizesse cantar e sentir alguma emoção.

Bom, essa música conseguiu. Lembrei por que gostava tanto dessa banda.

 

14-) Third Eye – Florence And The Machine

Esse ano Florence finalmente lançou o clipe que finalizava The Odissey. Na minha opinião é a melhor música do disco e eu amava ouvir no ônibus a caminho da faculdade ou do trabalho.

 

15-) Don’t Threaten Me With A Good Time – Panic! At The Disco

Cartas na mesa: eu tive uma fase emo. E eu não consegui superar meu amor por PATD, acompanho o trabalho da banda até hoje.

Além da música ser muito boa – como todas as músicas deles – eu me diverti demais com o clipe.

 

16-) Starboy – The Weeknd feat. Daft Punk

Gosto muito de The Weeknd e de Daft Punk. Eles se juntaram e o vício foi (quase) tão grave quanto o da vez que o Daft Punk gravou com o Julian Casablancas.

 

17-) Sleep On The Floor – The Lumineers

Pra mim The Lumineers é uma das melhores bandas para se ouvir em casalzinho.

Eu fiquei apaixonada pelo clipe dessa música – que faz parte da história de mais dois clipes lançados esse ano, Angela e Cleopatra.

 

18-) This Is What You Came For – Calvin Harris feat. Rihanna

Ignorando toda a polêmica com Taylor Swift, vamos falar sobre como essa música é maravilhosa e quase impossível de ficar sem cantar ou dançar.

Na minha opinião essa foi a música do ano – não a melhor, mas a que vai me lembrar de 2016.

 

19-) We Don’t Talk Anymore – Charlie Puth feat. Selena Gomez

Não sou fã da Selena Gomez e nunca ouvi falar do Charlie Puth, então nem tinha parado para ouvir a música.

Até que uma amiga veio me mostrar e não consigo parar de escutar; mas preciso confessar que se assisto ao clipe fico deprimida.

 

20-) Closer – The Chainsmokers feat. Halsey

Eu não gosto de The Chainsmokers, mas sou apaixonada pela Halsey. Fiquei surpreendida e me apaixonei pela música.

Com certeza é o que mais tenho ouvido nesse fim de ano, então por isso deixei por último.

 

SURPRESA! O POST NÃO ACABOU E VOU FALAR DO MEU LANÇAMENTO FAVORITO DE 2016!

 

Threat Of Joy – The Strokes

The Strokes é uma das minhas bandas favoritas, tanto que vou ao show deles
ano que vem. Esse ano eles lançaram o EP Future, Present, Past e eu surtei!

O melhor de tudo foi a música Threat Of Joy, que ganhou um clipe sensacional. O clipe se passa na gravação de um clipe e existe todo um suspense em tordo de algumas filmagens da banda.

Envolvendo uma espiã, dançarinas e porcos, o clipe é todo feito em uma atmosfera de filmes dos anos 60. Vale a pena!

 

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CENA #7: 5 livros juvenis (SOBRE MENINAS) para ler nas férias!

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Vamos aproveitar as férias para colocar a leitura em dia? As férias são um ótimo momento para ler (e ver Netflix, né, mores). Tem aquele dia que você está sossegada em casa, sem o que fazer. E também tem aquelas sortudas que vão passar horas dentro de um carro, de um ônibus ou de um avião porque estão em condição de viajar. Você pode usar esse tempo todo para (já sei, Netflix) ler um livro.

“Ah, mas eu não sou mais adolescente”; sim, eu tive o cuidado de separar livros que vão agradar jovens adultas também!

 

1-) Por Isso A Gente Acabou, Daniel Handler

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Já ouviu falar de Desventuras Em Série? Lemony Snicket é o pseudônimo que Handler usou para escrever a série dos três órfãos. Agora, em uma história bem menos trágica – e bem menos nonsense –, Handler conta sobre Min, uma adolescente aspirante a cineasta que acabou de romper seu namoro com Ed, jogador de basquete em sua escola.

O livro é uma carta dedicada ao ex, explicando os vários motivos para que o relacionamento dos dois não tenha dado certo.

Eu recomendo o livro principalmente às mais jovens, para que vejam que um término de relacionamento não é o fim do mundo e, meus amores, a vida segue.

 

2-) Mosquitolândia, David Arnold

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Mim, de apenas 16 anos, decide viajar escondido do pai e da madrasta para encontrar sua mãe doente e “desaparecida” há meses.

Como já é de se esperar, muita coisa dá errado na viagem de Mim. Ao mesmo tempo, ela conhece pessoas marcantes, que a fazem amadurecer ao longo da história.

Recomendo este livro a quem está com a imaginação fértil e quer um livro cheio de reviravoltas.

 

3-) Eleanor & Park, Rainbow Rowell

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Esse é meu favorito (e o mais sensível) da lista! Eleanor é uma menina tímida que acabou de mudar de cidade. Mal chegou na escola nova e sofre bullying por seu peso, por suas roupas extravagantes e seu cabelo ruivo e volumoso. Park é “o garoto oriental da escola”, introspectivo e sempre lendo suas graphic novels do Alan Moore.

Aos poucos, os dois se aproximam. O romance é marcado por impossibilidades, principalmente por parte de Eleanor, que vem de um ambiente familiar conturbado pelo padrasto alcoólatra e violento.

Recomendo este livro a todos. Rainbow Rowell tem uma maneira sensível de conversar com o público sobre sentimentos e inseguranças. Então prepare os lencinhos e para pegar todas as referências de The Beatles e de The Smiths!

 

4-) Bonjour, Tristesse, Françoise Sargan

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Este livro é para aquelas que querem praticar o francês (ou o inglês), já que não temos uma tradução em português.

A história não é tão forte, e por muitas vezes senti raiva da protagonista, Cécile. Porém, devemos levar em conta que a autora tinha apenas 18 anos – e é admirável que uma mulher tão jovem tenha feito tanto sucesso assim que publicou o livro (1954).

Cécile, de 17 anos, está de férias na Riviera Francesa com o pai e Elsa, sua madrasta jovem e fútil com quem se dá muito bem. Porém, depois de alguns dias Anne chega à casa de veraneio. Anne, que era amiga da falecida mãe de Cécile, acaba dormindo com o pai. A partir daí os dois iniciam um romance e Elsa sai de suas vidas.

Cécile planeja para que seu pai volte com Elsa, mas tudo acaba muito mal.

Recomendo o livro àquelas que estão procurando algo bem “novela mexicana”.

Curiosidade: foi feita uma adaptação ao cinema, com Jean Seberg, musa de Godard em O Acossado.

 

5-) The Girls, Emma Cline

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Esse livro é para a leitora que já está com o inglês mais avançado – novamente, ainda não tem tradução. Este livro é bem recente (14.06.2016), é o primeiro da autora Emma Cline. Tem chamado bastante atenção de críticos norte-americanos e ganhou o Goodreads Choice Awards.

A história é contada do ponto de vista de Evie, uma mulher de meia idade que se lembra dos seus 14 anos, quando fez parte de uma seita que cometeu um massacre – mais ou menos como o caso de Charles Manson.

O livro é muito interessante. Apesar de ser o primeiro livro da autora, ela consegue construir uma atmosfera tensa e um suspense. Porém, não recomendo o livro às leitoras menores de 16 anos, pelo sexo, pelas drogas e principalmente pela violência.

Recomendo o livro àquelas que têm interesse nas décadas de 60 e 70 e também querem ler um thriller nas férias.

 

E aí? Gostaram das minhas sugestões? Deixem algumas para mim também! Até o próximo post!

CENA #6: O dia que comprei um e-reader

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Eu era dessas pessoas que se recusavam a comprar um leitor digital. Eu gostava de sentir o livro, de empilhar minha coleção no quarto e ficar contemplando.

Eis que, tomei uma das melhores decisões do ano: comprei um Kindle mês passado.

Comprei por estar rodeada de amigas que possuem um, e quase sempre ouvi elogios da compra. Fui seduzida pela praticidade que o leitor oferecia – e pela falta de espaço no meu quarto.

Fiz uma lista de algumas das vantagens que descobri nas duas primeiras semanas de uso.

ATENÇÃO: Leve em conta que estou me referindo a um Kindle Paperwhite.

1-) Custo-benefício

  • Não achei o Kindle caro, principalmente porque foi possível parcelar em várias vezes – e as parcelas são bem leves.
  • E-books são bem mais baratos do que livros físicos.
  • Pude economizar com xerox da faculdade, uma vez que baixei vários PDF para o leitor.
  • É possível encontrar e-books gratuitos em alguns sites; por exemplo: http://lelivros.me/

2-) Espaço

  • Com certeza terei menos livros ocupando o espaço da minha casa.
  • O Kindle tem capacidade para armazenar milhares de livros.

3-) Praticidade

  • O Kindle é pequeno e leve, então pode ser transportado com facilidade.
  • Sua bateria pode durar por semanas.
  • Você pode ter acesso não apenas a todos os seus livros armazenados, mas também fazer compras pelo site da Amazon – o Kindle conecta ao Wi-fi ou 3G.
  • Para os preguiçosos: você pode ler até sentir sono sem ter que sair da cama para apagar a luz – a principal vantagem dos leds internos, risos.

E, realmente, não sinto que minha vista fica cansada. Já li vários livros nas últimas semanas e estou encantada com o produto. Meu único arrependimento até agora foi não ter comprado bem antes.

CENA #5: Os visual albuns que você precisa conhecer!

Visual album é o nome dado a trabalho de músicos que, em vez de lançar clipes apenas de seus singles, lançam o disco inteiro em formato de filme. Recentemente, tivemos o Purpose, de Justin Bieber, por exemplo.

Talvez essa seja uma nova tendência na música pop. Nos últimos cinco anos isso tem sido até comum. Aqui no Brasil temos o exemplo do cantor Thiago Pethit, que lançou um clipe para cada faixa do seu último disco, o Rock ‘n’ Roll Sugar Darling.

Esta lista não irá detalhar o trabalho dos dois artistas, e sim o trabalho de três mulheres, mas fica a dica para quem quiser conhecer – eu recomendo.

 

1-) Lemonade – Beyoncé

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O mais recente álbum de Beyoncé. Provavelmente você ouviu falar dele nas últimas semanas.

Divulgado pela HBO, o álbum é formado por doze clipes. Bey sempre chama atenção para seu trabalho, por ser extremamente talentosa. Porém, o que mais chamou a atenção da mídia foi um dos temas mais recorrentes nas músicas: a infidelidade masculina. Acredita-se que as músicas falam de uma suposta traição de seu marido, Jay Z. Muitos nomes já apareceram para a suposta amante, mas nada é confirmado.

O álbum conta com a participação de Jack White, Kendrick Lamar, James Blake e The Weekend.

Acho válido tratar a infidelidade da forma que a cantora fez. Há estágios como a negação, a melancolia, a volta por cima e até mesmo o perdão. Infelizmente, senti que temas como o empoderamento dos negros e das mulheres foi um pouco ofuscado.

No início do ano, a última faixa do álbum, Formation, já havia sido lançada, e gerou grande polêmica por fazer denúncia ao racismo nos Estados Unidos – principalmente por parte de policiais.

Lemonade com certeza é um dos álbuns mais relevantes dos últimos anos. Espero que ele seja valorizado como merece ser.

 

2-) Beyoncé – Beyoncé

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O álbum de 2014 da Beyoncé foi lançado de surpresa no YouTube. O álbum discute bastante o feminismo – e lembro de ver isso gerar uma discussão bem forte na época.

Parte do público, como eu, acho ótimo ter uma cantora tão evidente na mídia defendendo os direitos da mulher. Infelizmente, sabemos que não é lucrativo nos defender em um mundo comandado por homens brancos. Outra parte a criticou, por não a considerar “feminista de verdade” por ser uma mulher sensual. É triste saber que tanta gente ainda cai da armadilha do slut shaming. Uma mulher deveria ser livre para se vestir e se comportar como ela se sente confortável, sem se preocupar com outras pessoas a acusando de querer agradar homens.

Não acho que o feminismo seria uma jogada de marketing, como muita gente acusou. Como já disse, o feminismo não é lucrativo: na verdade, a palavra ainda assusta muita gente. A música ***Flawless não foi um sucesso comercial como Crazy In Love foi, por exemplo.

Além disso, muitas músicas da Beyoncé criticavam a posição em que a mulher é colocada. Por exemplo, If I Were A Boy mostra como, na maioria das vezes, a mulher não é valorizada em relacionamentos heterossexuais. Em Survivor, quando ainda integrava a Destiny’s Child, a canção mostra como não precisamos de um homem para sermos completas.

O álbum Beyoncé é melhor que o Lemonade, na minha opinião. Porém, os clipes de Lemonade têm muito mais conexão entre eles, o que considero mais coerente em um visual album.

 

3-) Electra Heart – Marina and The Diamonds

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Marina Diamandis é minha cantora favorita nessa lista – mesmo sabendo que é a Beyoncé quem tem a melhor voz. Portanto, o álbum é meu favorito da lista.

O álbum foi lançado em 2012 e, diferente dos álbuns da Beyoncé, nem todas as faixas se tornaram clipes. Porém, há uma sequência de 11 vídeos sobre a alter ego de Marina, a Electra Heart.

Electra Heart é uma menina jovem que tem medo de se apaixonar. A maioria das músicas falam sobre sexo, e fazem uma crítica ao padrão “bela, recatada e do lar” tão cobrado pela sociedade. No vídeo Su-Barbie-A, por exemplo, Marina aparece vestida com roupas da década de 50, em frente a uma casinha branca, remetendo à “esposinha ideal”. Porém, o vídeo é bem macabro, representando provavelmente o quão perigosa essa cobrança é para as mulheres.

O álbum fala principalmente sobre o feminismo e a liberdade sexual da mulher. Marina não tem medo de parecer promíscua e fala tranquilamente sobre ter relações sexuais com vários rapazes. O medo de se apaixonar e não ser correspondida existe, porém, ela nunca idealiza a figura masculina – ela fala sobre a dor de maneira sóbria, reconhecendo que o melhor seria “esquecer” essa pessoa.

 

4-) How Big, How Blue, How Beautiful – Florence And The Machine

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Na minha opinião, esse é o disco mais viciante da lista. Lançado no último ano, o álbum tem uma sonoridade bem diferente dos dois discos anteriores de Florece Welch.

Sob a atmosfera mística que sempre marcou seu trabalho, as canções falam sobre a dor, o arrependimento, a esperança e a desilusão.

Os clipes começaram a ser divulgados no início de 2015. O décimo e último, Third Eye, foi lançado apenas há duas semanas atrás. Todos os clipes estão explicitamente ligados. A sequência é clara, porém, não necessariamente cronológica. Existem muitos elementos que se repetem, dando a impressão de flashbacks – ou seriam fowardbacks? Os vídeos também parecem um tanto oníricos.

Os clipes, segundo a minha interpretação, também parecem retratar a loucura. Também sinto que em diversos momentos tentam reduzir a força de Florence durante os clipes. Ela parece em uma constante luta consigo mesma e com o mundo exterior.

Uma curiosidade: o coreógrafo do visual album é o mesmo responsável pelas representações da bailarina Maddie Ziegler em diversos clipes da cantora Sia.

OBS#5: Respostas que eu devia dar aos desaforos.

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Cena do filme Ghost World, de Terry Zwigoff

No último post da coluna OBS eu já havia dito sobre a dificuldade que é manter amizade com amigos da época da escola. Coincidentemente, recebi um convite no fim de semana para ir ao aniversário de uma antiga amiga. De início hesitei, pois não tenho mais contato com algumas conhecidas que iriam. Na verdade, nem tenho contato com a aniversariante. Só tenho contato com uma das amigas que iria.

Vamos dar nome fictícios aos bois?

Andréia é a aniversariante.

Juliana e Paula são duas garotas com quem não tenho mais contato, mas éramos muito amigas na época de escola.

Eduarda é minha amiga desde a infância e ficou de dar carona ao grupo.

Eduarda, por não me ver há algum tempo, insistiu que eu fosse. Aceitei por sentir falta dela e de Andréia, mas já sentia que poderia ser terrível um encontro com Juliana e Paula (pelos mesmos motivos que cito no OBS #4).

Sou uma pessoa extremamente pessimista, e nem sempre minhas previsões se concretizam. Ás vezes, tudo consegue ser muito pior do que imaginei. Foi o caso da noite de ontem. A noite foi ruim desde a carona: tive que responder muitas, MUITAS, perguntas pessoais. Não importa se já tivemos intimidade um dia, se perdemos o contato, já não existe tanta liberdade quanto antigamente.

Chegando no “barzinho tranquilo” da festa de Andréia, encontramos uma casinha lotada, com música alta demais e, a cereja do bolo, baratas circulavam à vontade entre os frequentadores. A aniversariante passou menos de um minuto conosco durante todo o tempo que estivemos lá, ou seja, eu devia ter ficado em casa assistindo um filme.

Desesperada, resolvi pedir logo uma garrafa 600mL de cerveja, que foi roubada de mim cinco minutos depois. Já disse isso muitas vezes, mas esse foi o pior rolê da minha vida (até agora).

O que mais me deixou desconfortável ontem à noite foi ter que levar desaforos disfarçados de perguntinhas casuais. Eu sei que ontem à noite não me perguntaram coisas como quem não quer nada. Eu sei também que eu deveria ter sido deselegante e falar umas boas verdades.

Já que não posso voltar no tempo, resolvi lavar a roupa suja aqui mesmo.

Andréia, você continua sendo uma das pessoas mais bonitas que conheço. Agora, por favor, você já foi mais simpática. Sei que não nos falamos mais, mas se você diz que faz questão que pessoas vão à sua festa, passe um pouco do seu tempo com elas. De você eu não fiquei com raiva, na verdade, mas quis dar esse toque. Grata.

Juliana, eu quero mandar você para um convento! Não pergunte tanto os detalhes de relacionamentos amorosos às pessoas. Não pergunte se um namoro de dois anos vai dar em casamento, ou algo assim. Principalmente, não insinue que, porque um casal não quer se casar, não existe afeto verdadeiro na relação. Outra coisa: não adianta ficar pagando de pessoa politizada e socialista nas redes sociais se você acha justificável alguns preconceitos. Aliás, sair do mundo corporativo para trabalhar com educação não é fracasso.

Paula, eu não gosto de você faz tempo. Você sempre foi uma pessoa maldosa, e é triste que você tenha pisado tanto em mim quando éramos amigas. Nunca precisei lhe dizer por que nos afastamos: você teve medo de mim quando comecei a me impor. Tenho pena de você sempre fazer amizade com pessoas que são mais inseguras que você. Tenho pena dessa relação de poder que você quer criar. Tenho pena por você achar que é mais esperta que todos por fazer medicina e não ter que trabalhar. Eu só não tenho pena quando você quer humilhar a todos. Odiei ver como você quer fazer todo mundo parecer hipócrita. Sim, há dez anos atrás eu devo ter reproduzido alguma opinião machista – eu felizmente não me recordo do que você afirmou com tanta certeza. Hoje eu sou uma mulher totalmente diferente da menina que eu era com doze anos. Eu acho que você deveria tomar vergonha na cara e assumir que a hipócrita naquele carro era você, que fala de ecologia, mas acha absurda a ideia de não ter carro – aliás, você tem dois carros.

Eduarda, sei que eu e você brigamos muito ao longo da nossa amizade. Temos atitudes e ideias muito diferentes. Independente de tudo isso, admiro a mulher que está se transformando. Só temo que você baixe demais a cabeça. Você não tem que deixar as pessoas tirarem sarro de você ou lhe menosprezarem. Nem tudo pode ser considerado brincadeira. Eu torço muito por seu sucesso e que você tenha cada vez mais força.

CENA #4: 7 músicas de David Bowie para escutar em suas crises existenciais!

David Bowie é um dos meus músicos favoritos. Cresci ao som de suas músicas e muitas vezes elas foram trilha-sonora de algumas das minhas crises existenciais.

As crises existenciais não vão embora tão rápido quando esperamos. Por que não ter pelo menos o que cantar então?

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Cena do filme God Help The Girl

1-) Ashes To Ashes

Nesta música, Bowie revisitou o personagem Major Tom, de sua música Space Oddity. Na música, o eu-lírico recebe notícias desta personagem. Ao mesmo tempo, ele sente o planeta “crescer” e só consegue desejar ficar chapado para suportar tudo aquilo. Ao longo da música, ele sofre para ficar “limpo” e parece se condenar por nunca ter feito coisas boas ou ruins, nem mesmo agir de maneira espontânea. Chega um ponto em que ele diz “quero descer agora”; ou seja, ele não aguenta mais sua atual situação.

 

2-) Five Years

Embora haja contexto específico para a crise, acho que a música se encaixa nessa categoria. Na canção, as pessoas recebem a notícia de que o mundo vai acabar em cinco anos. Diante de um cenário de comoção generalizada, o eu-lírico começa a perceber o quanto precisa do calor humano das pessoas ao seu redor. O seu desespero vai aumentando gradativamente até o fim da canção.

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3-) Where Are We Now?

A música descreve um homem passeando, acompanhado pelos mortos, segundo ele. Durante a canção ele se pergunta onde ele está agora. A canção pode ser interpretada também como um relacionamento no qual pessoas não se entendem mais.

 

4-) Time

Aqui temos o susto que é a passagem do tempo. A alegoria Tempo é vista como algo que se esconde em pequenos prazeres, como sexo e entorpecentes. Na metade da música, somos levados ao “desespero tedioso” que parece inevitável na passagem do tempo. Ao fim da música, o eu-lírico fala de antigos sonhos e a atual falta de esperança. O eu-lírico se mostra constantemente culpado.

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5-) Cygnet Committee

Embora a música fale de um ícone religioso e a (falta de) evolução do ser humano, pode ser facilmente levada para o lado pessoal durante uma crise. Trechos como “muito passou e pouco mudou”, “feri meu coração para amenizar sua dor e ninguém lembra disso” refletem a falta de empatia de pessoa à sua volta, além da sensação de estar preso no mesmo lugar.

 

6-) Under Pressure

Junto com a banda Queen, é óbvio que a música se encaixa ao tema. A música aborda explicitamente alguém que se sente pressionado o tempo inteiro.

 

7-) Life On Mars

Na minha opinião, essa é a melhor música de David Bowie a ser ouvida durante uma crise existencial. Nesta canção, a “garota de cabelos castanhos” começa se sentindo pressionada pelos pais e confusa em relação a um affair. O cenário muda quando ela vai ao cinema e associa sua vida à cena caótica do filme, não conseguindo ao menos se chocar. Depois, nos deparamos com decepções da vida, como as desilusões que temos ao crescer (em forma de Mickey Mouse, que cresceu e virou uma “vaca”), a luta por algum reconhecimento através do trabalho e a “sujeira” em lugares luxuosos, como Ibiza.

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Agora que tem algumas sugestões, pode chorar um pouco no canto…. Alivia a alma!

CENA #3: O que esperar da nova temporada de GIRLS?

No último domingo foi ao ar o primeiro episódio da quinta temporada de GIRLS. Pensei em esperar mais alguns episódios sair, pois não gosto de ficar esperando.

Bateu o medo de spoiler e acabei assistindo o episódio no dia. Sou fã da série, mesmo reconhecendo que o roteiro tem MUITAS falhas. Algumas dessas falhas se repetiram no primeiro episódio, e acabei me decepcionando um pouco.

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ALERTA DE SPOILER

Não leia se não quiser saber o que aconteceu nas temporadas anteriores e nesse primeiro episódio. Leia depois!

                Confesso que pensei que Marnie não se casaria: no último episódio da quarta seu noivo não aparece para a apresentação que fariam. Daí ela já deveria ter considerado que ele não é alguém de confiança. Fora isso, vale lembrar que ele traiu sua antiga namorada (com a própria Marnie). Ele só resolveu assumir algo sério quando sua namorada terminou o relacionamento.

Todos percebem que Marnie está cometendo um erro. Todos, porém, ninguém pergunta a ela se tem certeza de sua decisão.

Além disso, Hannah foi julgada como egoísta por alguns internautas. Hannah chega a comentar no episódio que Marnie mal o conhece – mesmo que tenha sido para seu atual namorado.

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O que foi particularmente cansativo nesse episódio? Na minha opinião, assim como em muitos outros episódios da série, foi o foco excessivo em relacionamentos. Reconheço que não tem como escapar do tema em um episódio como Wedding Day, mas não foi apenas Marnie que refletiu sobre isso. Também tivemos que ver Adam e Jessa flertando (e se beijando) para depois sentir culpa. Já dá para perceber que isso vai ser um dos focos da temporada. Rey também estava sofrendo por amar Marnie, mas essa parte até foi perdoável. Só achei um tanto exagerado ele ficar questionando se o atual namorado de Hannah realmente quer construir algo com ela.

Vale lembrar que Jessa se casou no fim da primeira temporada e tudo se resumiu a: desastre.

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Enfim, como uma mulher de vinte e poucos anos, gostaria que a série não focasse exclusivamente em relacionamentos. Claro que a série já abordou dúvidas que as mulheres sentem no início de suas carreiras. Por exemplo, quando Hannah decide sair da GQ Magazine e quando Shoshanna decide trabalhar no Japão. Porém, comparando com o tópico “relacionamentos”, esses temas foram ofuscados.

Gostaria de ver mais conflitos familiares também. Acredito que a família de Hannah aparecerá mais, já que seu pai assumiu ser gay na última temporada.

Eu realmente espero que essa temporada foque no amadurecimento individual dessas meninas, independente de se relacionarem com um homem ou não.

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