CENA #8: 20 singles de 2016 que mais ouvi

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2016 foi um ano muito bom para a música – para alguma coisa boa esse ano tinha que prestar. Tinha algum tempo que eu não me empolgava tanto com músicas novas, e esse ano me agradou muito.

 

Foi muito difícil selecionar as músicas – meu plano inicial era de apenas 10, imagina!

 

A lista não tem ordem de importância nem cronológica. Eu acho que ela está um tanto eclética, mas em sua grande maioria é pop mesmo – gênero que mais ouço. Para ouvir as músicas e ver seus clipes, basta clicar!

 

1-) Lazarus – David Bowie

Para quem não sabe, David Bowie é meu maior ídolo. Eu sou uma grande admiradora do que ele faz e a morte dele me pegou de surpresa – assim como pegou a todos.

Lazarus foi lançado com eu último disco, um dia antes da morte do cantor. Decidi começar por esse single porque foi a despedida de um grande ícone, e foi deixado de fora de muitas listas.

 

2-) PILLOWTALK – Zayn

Vou confessar aqui que eu até tenho certa inveja de quem teve One Direction na adolescência. Deixe o pedantismo de lado e admita que os meninos são talentosos!

Zayn foi o primeiro a abandonar o barco, o que resultou num CD incrível! E eu fiquei viciada em Pillowtalk, ainda não consegui enjoar. O clipe também é maravilhoso, com participação de Gigi Haddid e uma atmosfera psicodélica.

 

3-) Dangerous Woman – Ariana Grande

Até o lançamento do disco Dangerous Woman eu não gostava tanto do trabalho da Ariana Grande. Eu achava algo comparável à Mariah Carrey – uma puta voz e umas músicas meio bregas, meio chatas (minha opinião).

Aí essa menina que saiu da Nickleodeon me aparece com essa música MARAVILHOSA. O disco, na minha opinião, foi um dos melhores do ano, e tive que me esforçar pra não colocar mais singles dela na lista.

 

4-) Close – Nick Jonas feat. Tove Lo

Eu detestava os Jonas Brothers na adolescência. E de verdade, acho que a banda era péssima. Felizmente, passaram-se os anos e Nick Jonas (e Joe Jonas que, SPOILER ALERT, vai aparecer na lista) ficou muito talentoso.

Essa música é muito viciante – mesmo eu não gostando da Tove Lo.

 

5-) Cake By The Ocean – DNCE

A primeira vez que ouvi essa música foi na escola que trabalho. Perguntei de quem era e não imaginava que a banda era de um antigo membro da Jonas Brothers.

Foi uma surpresa positiva!

 

6-) Send My Love (To Your New Lover) – Adele

Declaração polêmica: não sou fã da Adele. Ela canta muito bem, ela é talentosa… Mas não dá pra mim!

Eu não consigo ser fã dela por ficar muito deprimida ouvindo as músicas dela. Acho que é tristeza em excesso.

Eis que Send My Love, mesmo não sendo tão alegre, virou um dos meus vícios e catava quando estava alegre.

 

7-) Work – Rihanna feat. Drake

A Rihanna é uma das cantoras que mais gosto, então esperei o disco ANTI ansiosíssima! Felizmente, foi um dos melhores discos que ouvi no ano.

Eu queria colocar Consideration na lista, mas Work era a música que me alegrava de verdade – e cá entre nós, esse ano precisávamos nos alegrar o tempo todo, porque não foi fácil.

 

😎 Cheap Thrills – SIA

Eu acho que essa foi uma das músicas que mais ficava cantando. Sou apaixonada por tudo que a Sia faz, e toda vez que ela lança algo fico super empolgada!

Acho válido mencionar The Greatest também, que tem um vídeo super forte e – até onde sei – é uma homenagem às vítimas do atentado da boate gay em Orlando.

 

9-) Formation – Beyoncé

ESSA MULHER É FLAWLESS. Desculpem a empolgação, mas a cada vez que a Beyoncé lança algo é só pra confirmar que, quando já não tem o que melhorar, ela faz o impossível e se supera!

O disco Lemonade foi uma dádiva. O que eu mais amei de fato foi Formation, que foi uma resposta ao racismo nos EUA. E achei importante ela bater de frente com os conservadores, principalmente em uma época em que a intolerância cresce cada vez mais.

Eu queria DEMAIS colocar Sorry e Hold Up na lista, mas não pude.

 

10-) Miracle Aligner – The Last Shadow Puppets

Essa banda é uma das minhas favoritas, mas nunca pensei que eles passariam de um álbum (The Age Of The Understatement, 2008). Esse ano descobri que eles lançaram mais um álbum e estão melhores do que nunca!

Alex Turner (de mais uma das minhas bandas favoritas, Arctic Monkeys) e Miles Kane (The Rascals) lançaram alguns clipes que parecem parte de um filme italiano. Mesmo eu não sendo fã de cinema italiano (desculpa, gente), estou apaixonada por todos os clipes.

Porém, tive que escolher só um, e Miracle Aligner me pegou pela coreografia que eles fazem. Assista.

 

11-) That’s My Girl – Fifth Harmony

Esse ano eu aprendi a gostar de Fifth Harmony. Na hora de escolher o single da lista, fiquei em dúvida entre essa e All In My Head (Flex). Acabei escolhendo essa porque mexeu com empoderamento feminino, aí meu coração não resistiu.

 

12-) Perfect Illusion – Lady Gaga

Ela nunca ia ficar de fora dessa lista. Eu fiquei na dúvida entre essa, ‘Till It Happens To You e Million Reasons.

Perfect Illusion marcou uma noiva fase de Lady Gaga. Muita gente torceu o nariz, mas acho que faz parte do artista mudar de estilo – David Bowie fazia isso, Madonna fazia isso, The Beatles fizeram isso!

Levou um tempo pra eu me apaixonar pela música, mas agora se toca eu já começo a ficar dançante.

 

13-) I’m Still Breathing – Green Day

Eu não sei se Green Day vai fazer com que eu me sinta como eu senti ao ouvir o disco American Idiot pela primeira vez. Eu adoraria sentir isso, mas eu era praticamente criança e punk rock me impressionava fácil.

Porém, eu sentia falta de conhecer uma música nova deles que me fizesse cantar e sentir alguma emoção.

Bom, essa música conseguiu. Lembrei por que gostava tanto dessa banda.

 

14-) Third Eye – Florence And The Machine

Esse ano Florence finalmente lançou o clipe que finalizava The Odissey. Na minha opinião é a melhor música do disco e eu amava ouvir no ônibus a caminho da faculdade ou do trabalho.

 

15-) Don’t Threaten Me With A Good Time – Panic! At The Disco

Cartas na mesa: eu tive uma fase emo. E eu não consegui superar meu amor por PATD, acompanho o trabalho da banda até hoje.

Além da música ser muito boa – como todas as músicas deles – eu me diverti demais com o clipe.

 

16-) Starboy – The Weeknd feat. Daft Punk

Gosto muito de The Weeknd e de Daft Punk. Eles se juntaram e o vício foi (quase) tão grave quanto o da vez que o Daft Punk gravou com o Julian Casablancas.

 

17-) Sleep On The Floor – The Lumineers

Pra mim The Lumineers é uma das melhores bandas para se ouvir em casalzinho.

Eu fiquei apaixonada pelo clipe dessa música – que faz parte da história de mais dois clipes lançados esse ano, Angela e Cleopatra.

 

18-) This Is What You Came For – Calvin Harris feat. Rihanna

Ignorando toda a polêmica com Taylor Swift, vamos falar sobre como essa música é maravilhosa e quase impossível de ficar sem cantar ou dançar.

Na minha opinião essa foi a música do ano – não a melhor, mas a que vai me lembrar de 2016.

 

19-) We Don’t Talk Anymore – Charlie Puth feat. Selena Gomez

Não sou fã da Selena Gomez e nunca ouvi falar do Charlie Puth, então nem tinha parado para ouvir a música.

Até que uma amiga veio me mostrar e não consigo parar de escutar; mas preciso confessar que se assisto ao clipe fico deprimida.

 

20-) Closer – The Chainsmokers feat. Halsey

Eu não gosto de The Chainsmokers, mas sou apaixonada pela Halsey. Fiquei surpreendida e me apaixonei pela música.

Com certeza é o que mais tenho ouvido nesse fim de ano, então por isso deixei por último.

 

SURPRESA! O POST NÃO ACABOU E VOU FALAR DO MEU LANÇAMENTO FAVORITO DE 2016!

 

Threat Of Joy – The Strokes

The Strokes é uma das minhas bandas favoritas, tanto que vou ao show deles
ano que vem. Esse ano eles lançaram o EP Future, Present, Past e eu surtei!

O melhor de tudo foi a música Threat Of Joy, que ganhou um clipe sensacional. O clipe se passa na gravação de um clipe e existe todo um suspense em tordo de algumas filmagens da banda.

Envolvendo uma espiã, dançarinas e porcos, o clipe é todo feito em uma atmosfera de filmes dos anos 60. Vale a pena!

 

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OBS #8: 2016 – O ano em que não fui a nenhum show!

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Ei, conheça meu novo blog de historinhas, tá bom? https://garranchinhos.wordpress.com/

 

Desde 2010 (ano em que vi Green Day e Paul McCartney) eu nunca fiquei um ano inteiro sem ir a um show. Tiveram anos em que só fui a shows pequenos (obrigada, SESC), claro.

 

Quando meus pais ainda pagavam shows para mim, eu precisava escolher muito bem a qual show eu iria. Primeiro porque era caro e não era eu quem estava trabalhando para pagar aquilo! Segundo: alguém precisaria me levar, e vocês imaginam como é São Paulo num dia de show grande…

 

Pois bem, precisei tomar escolhas – e uma dessas escolhas fez com que escolhesse Paul McCartney no lugar de Amy Winehouse, pois eu temia que ele morresse primeiro (eu o vi novamente em 2014 e Amy, minha cantora favorita, morreu no dia que completei 17 anos). Deu para ver Ringo Starr, Roger Waters e Bob Dylan, ainda bem!

 

Eu jurava que quando eu tivesse meu salário iria aos grandes shows de artistas que gosto. Eis que trabalho desde 2014 e o único grande show que fui foi o de Paul McCartney – porque é meu beatle favorito, não dá!

 

Eu acabei de perceber que esse ano não fui a nenhum show! Nem mesmo shows pequenos, nem mesmo shows gratuitos. Porém, a maior mancada que dei esse ano foi COM CERTEZA não ter ido ao Lollapalooza. Marina & The Diamonds (a.k.a. uma das minhas quatro cantoras favoritas) foi, e no mesmo dia uma das minhas bandas favoritas (TAME IMPALA!!!!!!!) também tocou. Acabei vendo os shows pela TV, chorando muito.

 

Florence and The Machine também foi sofrível de perder, mas nem se compara…

 

E devo mencionar que a Marina fez um show solo e mesmo assim perdi. Sim, arrependimento pode matar aos poucos.

 

Por isso umas das minhas resoluções para 2017 é ir a mais shows. Já garanti meu ingresso do Lolla para ver uma das minhas bandas favoritas (The Strokes). Eu cogito ver o Elton John (com o James Taylor, meu Deus!) em abril e fazer a loucura de ir até o Rock In Rio ver a Lady Gaga (uma das minhas quatro cantoras favoritas).

CENA #5: Os visual albuns que você precisa conhecer!

Visual album é o nome dado a trabalho de músicos que, em vez de lançar clipes apenas de seus singles, lançam o disco inteiro em formato de filme. Recentemente, tivemos o Purpose, de Justin Bieber, por exemplo.

Talvez essa seja uma nova tendência na música pop. Nos últimos cinco anos isso tem sido até comum. Aqui no Brasil temos o exemplo do cantor Thiago Pethit, que lançou um clipe para cada faixa do seu último disco, o Rock ‘n’ Roll Sugar Darling.

Esta lista não irá detalhar o trabalho dos dois artistas, e sim o trabalho de três mulheres, mas fica a dica para quem quiser conhecer – eu recomendo.

 

1-) Lemonade – Beyoncé

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O mais recente álbum de Beyoncé. Provavelmente você ouviu falar dele nas últimas semanas.

Divulgado pela HBO, o álbum é formado por doze clipes. Bey sempre chama atenção para seu trabalho, por ser extremamente talentosa. Porém, o que mais chamou a atenção da mídia foi um dos temas mais recorrentes nas músicas: a infidelidade masculina. Acredita-se que as músicas falam de uma suposta traição de seu marido, Jay Z. Muitos nomes já apareceram para a suposta amante, mas nada é confirmado.

O álbum conta com a participação de Jack White, Kendrick Lamar, James Blake e The Weekend.

Acho válido tratar a infidelidade da forma que a cantora fez. Há estágios como a negação, a melancolia, a volta por cima e até mesmo o perdão. Infelizmente, senti que temas como o empoderamento dos negros e das mulheres foi um pouco ofuscado.

No início do ano, a última faixa do álbum, Formation, já havia sido lançada, e gerou grande polêmica por fazer denúncia ao racismo nos Estados Unidos – principalmente por parte de policiais.

Lemonade com certeza é um dos álbuns mais relevantes dos últimos anos. Espero que ele seja valorizado como merece ser.

 

2-) Beyoncé – Beyoncé

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O álbum de 2014 da Beyoncé foi lançado de surpresa no YouTube. O álbum discute bastante o feminismo – e lembro de ver isso gerar uma discussão bem forte na época.

Parte do público, como eu, acho ótimo ter uma cantora tão evidente na mídia defendendo os direitos da mulher. Infelizmente, sabemos que não é lucrativo nos defender em um mundo comandado por homens brancos. Outra parte a criticou, por não a considerar “feminista de verdade” por ser uma mulher sensual. É triste saber que tanta gente ainda cai da armadilha do slut shaming. Uma mulher deveria ser livre para se vestir e se comportar como ela se sente confortável, sem se preocupar com outras pessoas a acusando de querer agradar homens.

Não acho que o feminismo seria uma jogada de marketing, como muita gente acusou. Como já disse, o feminismo não é lucrativo: na verdade, a palavra ainda assusta muita gente. A música ***Flawless não foi um sucesso comercial como Crazy In Love foi, por exemplo.

Além disso, muitas músicas da Beyoncé criticavam a posição em que a mulher é colocada. Por exemplo, If I Were A Boy mostra como, na maioria das vezes, a mulher não é valorizada em relacionamentos heterossexuais. Em Survivor, quando ainda integrava a Destiny’s Child, a canção mostra como não precisamos de um homem para sermos completas.

O álbum Beyoncé é melhor que o Lemonade, na minha opinião. Porém, os clipes de Lemonade têm muito mais conexão entre eles, o que considero mais coerente em um visual album.

 

3-) Electra Heart – Marina and The Diamonds

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Marina Diamandis é minha cantora favorita nessa lista – mesmo sabendo que é a Beyoncé quem tem a melhor voz. Portanto, o álbum é meu favorito da lista.

O álbum foi lançado em 2012 e, diferente dos álbuns da Beyoncé, nem todas as faixas se tornaram clipes. Porém, há uma sequência de 11 vídeos sobre a alter ego de Marina, a Electra Heart.

Electra Heart é uma menina jovem que tem medo de se apaixonar. A maioria das músicas falam sobre sexo, e fazem uma crítica ao padrão “bela, recatada e do lar” tão cobrado pela sociedade. No vídeo Su-Barbie-A, por exemplo, Marina aparece vestida com roupas da década de 50, em frente a uma casinha branca, remetendo à “esposinha ideal”. Porém, o vídeo é bem macabro, representando provavelmente o quão perigosa essa cobrança é para as mulheres.

O álbum fala principalmente sobre o feminismo e a liberdade sexual da mulher. Marina não tem medo de parecer promíscua e fala tranquilamente sobre ter relações sexuais com vários rapazes. O medo de se apaixonar e não ser correspondida existe, porém, ela nunca idealiza a figura masculina – ela fala sobre a dor de maneira sóbria, reconhecendo que o melhor seria “esquecer” essa pessoa.

 

4-) How Big, How Blue, How Beautiful – Florence And The Machine

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Na minha opinião, esse é o disco mais viciante da lista. Lançado no último ano, o álbum tem uma sonoridade bem diferente dos dois discos anteriores de Florece Welch.

Sob a atmosfera mística que sempre marcou seu trabalho, as canções falam sobre a dor, o arrependimento, a esperança e a desilusão.

Os clipes começaram a ser divulgados no início de 2015. O décimo e último, Third Eye, foi lançado apenas há duas semanas atrás. Todos os clipes estão explicitamente ligados. A sequência é clara, porém, não necessariamente cronológica. Existem muitos elementos que se repetem, dando a impressão de flashbacks – ou seriam fowardbacks? Os vídeos também parecem um tanto oníricos.

Os clipes, segundo a minha interpretação, também parecem retratar a loucura. Também sinto que em diversos momentos tentam reduzir a força de Florence durante os clipes. Ela parece em uma constante luta consigo mesma e com o mundo exterior.

Uma curiosidade: o coreógrafo do visual album é o mesmo responsável pelas representações da bailarina Maddie Ziegler em diversos clipes da cantora Sia.