CENA #8: 20 singles de 2016 que mais ouvi

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2016 foi um ano muito bom para a música – para alguma coisa boa esse ano tinha que prestar. Tinha algum tempo que eu não me empolgava tanto com músicas novas, e esse ano me agradou muito.

 

Foi muito difícil selecionar as músicas – meu plano inicial era de apenas 10, imagina!

 

A lista não tem ordem de importância nem cronológica. Eu acho que ela está um tanto eclética, mas em sua grande maioria é pop mesmo – gênero que mais ouço. Para ouvir as músicas e ver seus clipes, basta clicar!

 

1-) Lazarus – David Bowie

Para quem não sabe, David Bowie é meu maior ídolo. Eu sou uma grande admiradora do que ele faz e a morte dele me pegou de surpresa – assim como pegou a todos.

Lazarus foi lançado com eu último disco, um dia antes da morte do cantor. Decidi começar por esse single porque foi a despedida de um grande ícone, e foi deixado de fora de muitas listas.

 

2-) PILLOWTALK – Zayn

Vou confessar aqui que eu até tenho certa inveja de quem teve One Direction na adolescência. Deixe o pedantismo de lado e admita que os meninos são talentosos!

Zayn foi o primeiro a abandonar o barco, o que resultou num CD incrível! E eu fiquei viciada em Pillowtalk, ainda não consegui enjoar. O clipe também é maravilhoso, com participação de Gigi Haddid e uma atmosfera psicodélica.

 

3-) Dangerous Woman – Ariana Grande

Até o lançamento do disco Dangerous Woman eu não gostava tanto do trabalho da Ariana Grande. Eu achava algo comparável à Mariah Carrey – uma puta voz e umas músicas meio bregas, meio chatas (minha opinião).

Aí essa menina que saiu da Nickleodeon me aparece com essa música MARAVILHOSA. O disco, na minha opinião, foi um dos melhores do ano, e tive que me esforçar pra não colocar mais singles dela na lista.

 

4-) Close – Nick Jonas feat. Tove Lo

Eu detestava os Jonas Brothers na adolescência. E de verdade, acho que a banda era péssima. Felizmente, passaram-se os anos e Nick Jonas (e Joe Jonas que, SPOILER ALERT, vai aparecer na lista) ficou muito talentoso.

Essa música é muito viciante – mesmo eu não gostando da Tove Lo.

 

5-) Cake By The Ocean – DNCE

A primeira vez que ouvi essa música foi na escola que trabalho. Perguntei de quem era e não imaginava que a banda era de um antigo membro da Jonas Brothers.

Foi uma surpresa positiva!

 

6-) Send My Love (To Your New Lover) – Adele

Declaração polêmica: não sou fã da Adele. Ela canta muito bem, ela é talentosa… Mas não dá pra mim!

Eu não consigo ser fã dela por ficar muito deprimida ouvindo as músicas dela. Acho que é tristeza em excesso.

Eis que Send My Love, mesmo não sendo tão alegre, virou um dos meus vícios e catava quando estava alegre.

 

7-) Work – Rihanna feat. Drake

A Rihanna é uma das cantoras que mais gosto, então esperei o disco ANTI ansiosíssima! Felizmente, foi um dos melhores discos que ouvi no ano.

Eu queria colocar Consideration na lista, mas Work era a música que me alegrava de verdade – e cá entre nós, esse ano precisávamos nos alegrar o tempo todo, porque não foi fácil.

 

😎 Cheap Thrills – SIA

Eu acho que essa foi uma das músicas que mais ficava cantando. Sou apaixonada por tudo que a Sia faz, e toda vez que ela lança algo fico super empolgada!

Acho válido mencionar The Greatest também, que tem um vídeo super forte e – até onde sei – é uma homenagem às vítimas do atentado da boate gay em Orlando.

 

9-) Formation – Beyoncé

ESSA MULHER É FLAWLESS. Desculpem a empolgação, mas a cada vez que a Beyoncé lança algo é só pra confirmar que, quando já não tem o que melhorar, ela faz o impossível e se supera!

O disco Lemonade foi uma dádiva. O que eu mais amei de fato foi Formation, que foi uma resposta ao racismo nos EUA. E achei importante ela bater de frente com os conservadores, principalmente em uma época em que a intolerância cresce cada vez mais.

Eu queria DEMAIS colocar Sorry e Hold Up na lista, mas não pude.

 

10-) Miracle Aligner – The Last Shadow Puppets

Essa banda é uma das minhas favoritas, mas nunca pensei que eles passariam de um álbum (The Age Of The Understatement, 2008). Esse ano descobri que eles lançaram mais um álbum e estão melhores do que nunca!

Alex Turner (de mais uma das minhas bandas favoritas, Arctic Monkeys) e Miles Kane (The Rascals) lançaram alguns clipes que parecem parte de um filme italiano. Mesmo eu não sendo fã de cinema italiano (desculpa, gente), estou apaixonada por todos os clipes.

Porém, tive que escolher só um, e Miracle Aligner me pegou pela coreografia que eles fazem. Assista.

 

11-) That’s My Girl – Fifth Harmony

Esse ano eu aprendi a gostar de Fifth Harmony. Na hora de escolher o single da lista, fiquei em dúvida entre essa e All In My Head (Flex). Acabei escolhendo essa porque mexeu com empoderamento feminino, aí meu coração não resistiu.

 

12-) Perfect Illusion – Lady Gaga

Ela nunca ia ficar de fora dessa lista. Eu fiquei na dúvida entre essa, ‘Till It Happens To You e Million Reasons.

Perfect Illusion marcou uma noiva fase de Lady Gaga. Muita gente torceu o nariz, mas acho que faz parte do artista mudar de estilo – David Bowie fazia isso, Madonna fazia isso, The Beatles fizeram isso!

Levou um tempo pra eu me apaixonar pela música, mas agora se toca eu já começo a ficar dançante.

 

13-) I’m Still Breathing – Green Day

Eu não sei se Green Day vai fazer com que eu me sinta como eu senti ao ouvir o disco American Idiot pela primeira vez. Eu adoraria sentir isso, mas eu era praticamente criança e punk rock me impressionava fácil.

Porém, eu sentia falta de conhecer uma música nova deles que me fizesse cantar e sentir alguma emoção.

Bom, essa música conseguiu. Lembrei por que gostava tanto dessa banda.

 

14-) Third Eye – Florence And The Machine

Esse ano Florence finalmente lançou o clipe que finalizava The Odissey. Na minha opinião é a melhor música do disco e eu amava ouvir no ônibus a caminho da faculdade ou do trabalho.

 

15-) Don’t Threaten Me With A Good Time – Panic! At The Disco

Cartas na mesa: eu tive uma fase emo. E eu não consegui superar meu amor por PATD, acompanho o trabalho da banda até hoje.

Além da música ser muito boa – como todas as músicas deles – eu me diverti demais com o clipe.

 

16-) Starboy – The Weeknd feat. Daft Punk

Gosto muito de The Weeknd e de Daft Punk. Eles se juntaram e o vício foi (quase) tão grave quanto o da vez que o Daft Punk gravou com o Julian Casablancas.

 

17-) Sleep On The Floor – The Lumineers

Pra mim The Lumineers é uma das melhores bandas para se ouvir em casalzinho.

Eu fiquei apaixonada pelo clipe dessa música – que faz parte da história de mais dois clipes lançados esse ano, Angela e Cleopatra.

 

18-) This Is What You Came For – Calvin Harris feat. Rihanna

Ignorando toda a polêmica com Taylor Swift, vamos falar sobre como essa música é maravilhosa e quase impossível de ficar sem cantar ou dançar.

Na minha opinião essa foi a música do ano – não a melhor, mas a que vai me lembrar de 2016.

 

19-) We Don’t Talk Anymore – Charlie Puth feat. Selena Gomez

Não sou fã da Selena Gomez e nunca ouvi falar do Charlie Puth, então nem tinha parado para ouvir a música.

Até que uma amiga veio me mostrar e não consigo parar de escutar; mas preciso confessar que se assisto ao clipe fico deprimida.

 

20-) Closer – The Chainsmokers feat. Halsey

Eu não gosto de The Chainsmokers, mas sou apaixonada pela Halsey. Fiquei surpreendida e me apaixonei pela música.

Com certeza é o que mais tenho ouvido nesse fim de ano, então por isso deixei por último.

 

SURPRESA! O POST NÃO ACABOU E VOU FALAR DO MEU LANÇAMENTO FAVORITO DE 2016!

 

Threat Of Joy – The Strokes

The Strokes é uma das minhas bandas favoritas, tanto que vou ao show deles
ano que vem. Esse ano eles lançaram o EP Future, Present, Past e eu surtei!

O melhor de tudo foi a música Threat Of Joy, que ganhou um clipe sensacional. O clipe se passa na gravação de um clipe e existe todo um suspense em tordo de algumas filmagens da banda.

Envolvendo uma espiã, dançarinas e porcos, o clipe é todo feito em uma atmosfera de filmes dos anos 60. Vale a pena!

 

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OBS #8: 2016 – O ano em que não fui a nenhum show!

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Ei, conheça meu novo blog de historinhas, tá bom? https://garranchinhos.wordpress.com/

 

Desde 2010 (ano em que vi Green Day e Paul McCartney) eu nunca fiquei um ano inteiro sem ir a um show. Tiveram anos em que só fui a shows pequenos (obrigada, SESC), claro.

 

Quando meus pais ainda pagavam shows para mim, eu precisava escolher muito bem a qual show eu iria. Primeiro porque era caro e não era eu quem estava trabalhando para pagar aquilo! Segundo: alguém precisaria me levar, e vocês imaginam como é São Paulo num dia de show grande…

 

Pois bem, precisei tomar escolhas – e uma dessas escolhas fez com que escolhesse Paul McCartney no lugar de Amy Winehouse, pois eu temia que ele morresse primeiro (eu o vi novamente em 2014 e Amy, minha cantora favorita, morreu no dia que completei 17 anos). Deu para ver Ringo Starr, Roger Waters e Bob Dylan, ainda bem!

 

Eu jurava que quando eu tivesse meu salário iria aos grandes shows de artistas que gosto. Eis que trabalho desde 2014 e o único grande show que fui foi o de Paul McCartney – porque é meu beatle favorito, não dá!

 

Eu acabei de perceber que esse ano não fui a nenhum show! Nem mesmo shows pequenos, nem mesmo shows gratuitos. Porém, a maior mancada que dei esse ano foi COM CERTEZA não ter ido ao Lollapalooza. Marina & The Diamonds (a.k.a. uma das minhas quatro cantoras favoritas) foi, e no mesmo dia uma das minhas bandas favoritas (TAME IMPALA!!!!!!!) também tocou. Acabei vendo os shows pela TV, chorando muito.

 

Florence and The Machine também foi sofrível de perder, mas nem se compara…

 

E devo mencionar que a Marina fez um show solo e mesmo assim perdi. Sim, arrependimento pode matar aos poucos.

 

Por isso umas das minhas resoluções para 2017 é ir a mais shows. Já garanti meu ingresso do Lolla para ver uma das minhas bandas favoritas (The Strokes). Eu cogito ver o Elton John (com o James Taylor, meu Deus!) em abril e fazer a loucura de ir até o Rock In Rio ver a Lady Gaga (uma das minhas quatro cantoras favoritas).

CENA #7: 5 livros juvenis (SOBRE MENINAS) para ler nas férias!

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Vamos aproveitar as férias para colocar a leitura em dia? As férias são um ótimo momento para ler (e ver Netflix, né, mores). Tem aquele dia que você está sossegada em casa, sem o que fazer. E também tem aquelas sortudas que vão passar horas dentro de um carro, de um ônibus ou de um avião porque estão em condição de viajar. Você pode usar esse tempo todo para (já sei, Netflix) ler um livro.

“Ah, mas eu não sou mais adolescente”; sim, eu tive o cuidado de separar livros que vão agradar jovens adultas também!

 

1-) Por Isso A Gente Acabou, Daniel Handler

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Já ouviu falar de Desventuras Em Série? Lemony Snicket é o pseudônimo que Handler usou para escrever a série dos três órfãos. Agora, em uma história bem menos trágica – e bem menos nonsense –, Handler conta sobre Min, uma adolescente aspirante a cineasta que acabou de romper seu namoro com Ed, jogador de basquete em sua escola.

O livro é uma carta dedicada ao ex, explicando os vários motivos para que o relacionamento dos dois não tenha dado certo.

Eu recomendo o livro principalmente às mais jovens, para que vejam que um término de relacionamento não é o fim do mundo e, meus amores, a vida segue.

 

2-) Mosquitolândia, David Arnold

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Mim, de apenas 16 anos, decide viajar escondido do pai e da madrasta para encontrar sua mãe doente e “desaparecida” há meses.

Como já é de se esperar, muita coisa dá errado na viagem de Mim. Ao mesmo tempo, ela conhece pessoas marcantes, que a fazem amadurecer ao longo da história.

Recomendo este livro a quem está com a imaginação fértil e quer um livro cheio de reviravoltas.

 

3-) Eleanor & Park, Rainbow Rowell

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Esse é meu favorito (e o mais sensível) da lista! Eleanor é uma menina tímida que acabou de mudar de cidade. Mal chegou na escola nova e sofre bullying por seu peso, por suas roupas extravagantes e seu cabelo ruivo e volumoso. Park é “o garoto oriental da escola”, introspectivo e sempre lendo suas graphic novels do Alan Moore.

Aos poucos, os dois se aproximam. O romance é marcado por impossibilidades, principalmente por parte de Eleanor, que vem de um ambiente familiar conturbado pelo padrasto alcoólatra e violento.

Recomendo este livro a todos. Rainbow Rowell tem uma maneira sensível de conversar com o público sobre sentimentos e inseguranças. Então prepare os lencinhos e para pegar todas as referências de The Beatles e de The Smiths!

 

4-) Bonjour, Tristesse, Françoise Sargan

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Este livro é para aquelas que querem praticar o francês (ou o inglês), já que não temos uma tradução em português.

A história não é tão forte, e por muitas vezes senti raiva da protagonista, Cécile. Porém, devemos levar em conta que a autora tinha apenas 18 anos – e é admirável que uma mulher tão jovem tenha feito tanto sucesso assim que publicou o livro (1954).

Cécile, de 17 anos, está de férias na Riviera Francesa com o pai e Elsa, sua madrasta jovem e fútil com quem se dá muito bem. Porém, depois de alguns dias Anne chega à casa de veraneio. Anne, que era amiga da falecida mãe de Cécile, acaba dormindo com o pai. A partir daí os dois iniciam um romance e Elsa sai de suas vidas.

Cécile planeja para que seu pai volte com Elsa, mas tudo acaba muito mal.

Recomendo o livro àquelas que estão procurando algo bem “novela mexicana”.

Curiosidade: foi feita uma adaptação ao cinema, com Jean Seberg, musa de Godard em O Acossado.

 

5-) The Girls, Emma Cline

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Esse livro é para a leitora que já está com o inglês mais avançado – novamente, ainda não tem tradução. Este livro é bem recente (14.06.2016), é o primeiro da autora Emma Cline. Tem chamado bastante atenção de críticos norte-americanos e ganhou o Goodreads Choice Awards.

A história é contada do ponto de vista de Evie, uma mulher de meia idade que se lembra dos seus 14 anos, quando fez parte de uma seita que cometeu um massacre – mais ou menos como o caso de Charles Manson.

O livro é muito interessante. Apesar de ser o primeiro livro da autora, ela consegue construir uma atmosfera tensa e um suspense. Porém, não recomendo o livro às leitoras menores de 16 anos, pelo sexo, pelas drogas e principalmente pela violência.

Recomendo o livro àquelas que têm interesse nas décadas de 60 e 70 e também querem ler um thriller nas férias.

 

E aí? Gostaram das minhas sugestões? Deixem algumas para mim também! Até o próximo post!

OBS #7: Eu era hipster e não sabia!

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Daria: um dos melhores desenhos, sério.

 

Quando eu era mais nova, tinha uma certa obsessão – idiota – em ter um estilo retrô. Eu era como o filme de Woody Allen, Meia Noite Em Paris. Idealizava algumas coisas antigas, principalmente dos anos 60.

Eu ainda gosto de muitas coisas antigas. Só não fico insistindo mais em seguir um estilo retrô. Visto e compro o que tenho vontade – por exemplo, nos últimos meses tenho vestido roupas mais grunge (anos 80 e 90), mas o que mais toca no meu headphone é Lady Gaga.

Não escrevo o post para criticar quem gosta de seguir algum estilo. Acho que cada um tem mais que seguir o que gosta, o que lhe deixa mais a à vontade. Só acho que eu fui idiota em deixar de aderir à vida mais prática só para manter um estilo.

Penso que tinha essa idealização pelo passado por comodidade. Não é tão comum se decepcionar com o que já aconteceu, e sim com o que está por vir.

Alguns motivos para eu pensar que já fui um pouco hipster:

 

1-) Eu comprava não apenas CDs, como LPs também!

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Sim, eu tenho uma pequena coleção de CDs e LPs! Tudo começou com 12 anos, quando eu era fã de artistas pop-rock, punk-rock ou emocore – Avril Lavigne, Green Day, Simple Plan; pode julgar. Eu já tinha ganhado meu MP3, mas fazia questão de ter o CD dos meus artistas favoritos.

Com 14 anos, conheci Chico Buarque – que ainda considero um dos maiores compositores da nossa música. Se não me engano, foi nessa época que a Folha relançou todos os seus discos em CD. Se foi nessa época ou não, o importante é que todo domingo fui à banca de jornal mais próxima, até que completei minha coleção.

Aos 14 eu também comecei minha fase BEATLEMANIA. É estranho pensar que tive essa fase nos anos 2000, mas é a maior banda que já existiu, então acho compreensível. Quando eu tinha 15 anos, a Apple Music remasterizou todos os álbuns de estúdio. Todo mês usei o dinheiro da mesada para comprar um ou dois CDs – e eventualmente o LP Abbey Road, que é muito maravilhoso!

Dois anos mais tarde eu visitaria sebos com frequência para encontrar LPs de rock clássico (The Beatles, Pink Floyd, David Bowie) ou MPB (Chico Buarque, Caetano Veloso, Os Mutantes).

Hoje em dia eu baixo tudo o que quero escutar. Não consigo lembrar da última vez que usei a vitrola, por exemplo. Agora me sinto mais confortável usando meu headphone.

 

2-) Eu só queria ler o livro físico.

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Isso até comprar meu Kindle e descobrir sua praticidade!

Eu não só comprava livros e mais livros, como preferia comprar livros empoeirados nos sebos do centro de São Paulo.

 

3-) Eu fazia questão de ver filmes (antigos) no cinema.

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Ia ter mostra de cinema francês: eu estaria lá com certeza! Se fosse filme da nouvelle vague então…

Inclusive, tenho DVDs do Godard e Truffaut, que tenho vergonha de assumir que já foram meus diretores favoritos.

Mas eu ainda sou apaixonada por musicais, como The Wall (Pink Floyd, na minha humilde opinião, é a segunda melhor banda que existiu, depois dos Beatles), Rocky Horror Picture Show, Grease, Cantando Na Chuva, Chicago…. Às minhas leitoras: experimentem assistir musicais na TPM.

Hoje em dia eu já não faço tanta questão de ir ao cinema quanto antigamente, principalmente porque é caro. E mesmo assim, só vou me empolgar de verdade ser for algo como Star Wars.

A verdade é que tenho assistido mais séries. E eu baixo tudo, mas cogito ter uma assinatura do Netflix em breve.

 

4-) Meu sonho de consumo foi uma câmera Polaroid!

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Acho que o título dispensa maiores comentários. Não bastando isso, queria fazer um mural com as fotos.

Felizmente, essa câmera é muito cara no Brasil, o que me poupou de ficar protegendo o mural dos meus gatinhos.

Esse ano fiz questão de comprar um celular com câmera foda. E, claro, vai tudo para o Instagram.

 

5-) Pra fechar: eu era obcecada por café!

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Juro que com 17 anos só faltava injetar cafeína na veia! E eu não me contentava em amar café: eu precisava dizer pra todo mundo que eu era “Uma menina à base de cafeína”. Me impressiona que nessa época eu detestava Starbucks – hoje em dia eu praticamente bato ponto lá.

Mesmo tomando café todos os dias, precisei reduzir a quantidade pelo histórico de gastrite na família.

Ainda amo café, mas já aprendi que é idiota me resumir dessa maneira.

CENA #5: Os visual albuns que você precisa conhecer!

Visual album é o nome dado a trabalho de músicos que, em vez de lançar clipes apenas de seus singles, lançam o disco inteiro em formato de filme. Recentemente, tivemos o Purpose, de Justin Bieber, por exemplo.

Talvez essa seja uma nova tendência na música pop. Nos últimos cinco anos isso tem sido até comum. Aqui no Brasil temos o exemplo do cantor Thiago Pethit, que lançou um clipe para cada faixa do seu último disco, o Rock ‘n’ Roll Sugar Darling.

Esta lista não irá detalhar o trabalho dos dois artistas, e sim o trabalho de três mulheres, mas fica a dica para quem quiser conhecer – eu recomendo.

 

1-) Lemonade – Beyoncé

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O mais recente álbum de Beyoncé. Provavelmente você ouviu falar dele nas últimas semanas.

Divulgado pela HBO, o álbum é formado por doze clipes. Bey sempre chama atenção para seu trabalho, por ser extremamente talentosa. Porém, o que mais chamou a atenção da mídia foi um dos temas mais recorrentes nas músicas: a infidelidade masculina. Acredita-se que as músicas falam de uma suposta traição de seu marido, Jay Z. Muitos nomes já apareceram para a suposta amante, mas nada é confirmado.

O álbum conta com a participação de Jack White, Kendrick Lamar, James Blake e The Weekend.

Acho válido tratar a infidelidade da forma que a cantora fez. Há estágios como a negação, a melancolia, a volta por cima e até mesmo o perdão. Infelizmente, senti que temas como o empoderamento dos negros e das mulheres foi um pouco ofuscado.

No início do ano, a última faixa do álbum, Formation, já havia sido lançada, e gerou grande polêmica por fazer denúncia ao racismo nos Estados Unidos – principalmente por parte de policiais.

Lemonade com certeza é um dos álbuns mais relevantes dos últimos anos. Espero que ele seja valorizado como merece ser.

 

2-) Beyoncé – Beyoncé

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O álbum de 2014 da Beyoncé foi lançado de surpresa no YouTube. O álbum discute bastante o feminismo – e lembro de ver isso gerar uma discussão bem forte na época.

Parte do público, como eu, acho ótimo ter uma cantora tão evidente na mídia defendendo os direitos da mulher. Infelizmente, sabemos que não é lucrativo nos defender em um mundo comandado por homens brancos. Outra parte a criticou, por não a considerar “feminista de verdade” por ser uma mulher sensual. É triste saber que tanta gente ainda cai da armadilha do slut shaming. Uma mulher deveria ser livre para se vestir e se comportar como ela se sente confortável, sem se preocupar com outras pessoas a acusando de querer agradar homens.

Não acho que o feminismo seria uma jogada de marketing, como muita gente acusou. Como já disse, o feminismo não é lucrativo: na verdade, a palavra ainda assusta muita gente. A música ***Flawless não foi um sucesso comercial como Crazy In Love foi, por exemplo.

Além disso, muitas músicas da Beyoncé criticavam a posição em que a mulher é colocada. Por exemplo, If I Were A Boy mostra como, na maioria das vezes, a mulher não é valorizada em relacionamentos heterossexuais. Em Survivor, quando ainda integrava a Destiny’s Child, a canção mostra como não precisamos de um homem para sermos completas.

O álbum Beyoncé é melhor que o Lemonade, na minha opinião. Porém, os clipes de Lemonade têm muito mais conexão entre eles, o que considero mais coerente em um visual album.

 

3-) Electra Heart – Marina and The Diamonds

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Marina Diamandis é minha cantora favorita nessa lista – mesmo sabendo que é a Beyoncé quem tem a melhor voz. Portanto, o álbum é meu favorito da lista.

O álbum foi lançado em 2012 e, diferente dos álbuns da Beyoncé, nem todas as faixas se tornaram clipes. Porém, há uma sequência de 11 vídeos sobre a alter ego de Marina, a Electra Heart.

Electra Heart é uma menina jovem que tem medo de se apaixonar. A maioria das músicas falam sobre sexo, e fazem uma crítica ao padrão “bela, recatada e do lar” tão cobrado pela sociedade. No vídeo Su-Barbie-A, por exemplo, Marina aparece vestida com roupas da década de 50, em frente a uma casinha branca, remetendo à “esposinha ideal”. Porém, o vídeo é bem macabro, representando provavelmente o quão perigosa essa cobrança é para as mulheres.

O álbum fala principalmente sobre o feminismo e a liberdade sexual da mulher. Marina não tem medo de parecer promíscua e fala tranquilamente sobre ter relações sexuais com vários rapazes. O medo de se apaixonar e não ser correspondida existe, porém, ela nunca idealiza a figura masculina – ela fala sobre a dor de maneira sóbria, reconhecendo que o melhor seria “esquecer” essa pessoa.

 

4-) How Big, How Blue, How Beautiful – Florence And The Machine

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Na minha opinião, esse é o disco mais viciante da lista. Lançado no último ano, o álbum tem uma sonoridade bem diferente dos dois discos anteriores de Florece Welch.

Sob a atmosfera mística que sempre marcou seu trabalho, as canções falam sobre a dor, o arrependimento, a esperança e a desilusão.

Os clipes começaram a ser divulgados no início de 2015. O décimo e último, Third Eye, foi lançado apenas há duas semanas atrás. Todos os clipes estão explicitamente ligados. A sequência é clara, porém, não necessariamente cronológica. Existem muitos elementos que se repetem, dando a impressão de flashbacks – ou seriam fowardbacks? Os vídeos também parecem um tanto oníricos.

Os clipes, segundo a minha interpretação, também parecem retratar a loucura. Também sinto que em diversos momentos tentam reduzir a força de Florence durante os clipes. Ela parece em uma constante luta consigo mesma e com o mundo exterior.

Uma curiosidade: o coreógrafo do visual album é o mesmo responsável pelas representações da bailarina Maddie Ziegler em diversos clipes da cantora Sia.

CENA #4: 7 músicas de David Bowie para escutar em suas crises existenciais!

David Bowie é um dos meus músicos favoritos. Cresci ao som de suas músicas e muitas vezes elas foram trilha-sonora de algumas das minhas crises existenciais.

As crises existenciais não vão embora tão rápido quando esperamos. Por que não ter pelo menos o que cantar então?

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Cena do filme God Help The Girl

1-) Ashes To Ashes

Nesta música, Bowie revisitou o personagem Major Tom, de sua música Space Oddity. Na música, o eu-lírico recebe notícias desta personagem. Ao mesmo tempo, ele sente o planeta “crescer” e só consegue desejar ficar chapado para suportar tudo aquilo. Ao longo da música, ele sofre para ficar “limpo” e parece se condenar por nunca ter feito coisas boas ou ruins, nem mesmo agir de maneira espontânea. Chega um ponto em que ele diz “quero descer agora”; ou seja, ele não aguenta mais sua atual situação.

 

2-) Five Years

Embora haja contexto específico para a crise, acho que a música se encaixa nessa categoria. Na canção, as pessoas recebem a notícia de que o mundo vai acabar em cinco anos. Diante de um cenário de comoção generalizada, o eu-lírico começa a perceber o quanto precisa do calor humano das pessoas ao seu redor. O seu desespero vai aumentando gradativamente até o fim da canção.

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3-) Where Are We Now?

A música descreve um homem passeando, acompanhado pelos mortos, segundo ele. Durante a canção ele se pergunta onde ele está agora. A canção pode ser interpretada também como um relacionamento no qual pessoas não se entendem mais.

 

4-) Time

Aqui temos o susto que é a passagem do tempo. A alegoria Tempo é vista como algo que se esconde em pequenos prazeres, como sexo e entorpecentes. Na metade da música, somos levados ao “desespero tedioso” que parece inevitável na passagem do tempo. Ao fim da música, o eu-lírico fala de antigos sonhos e a atual falta de esperança. O eu-lírico se mostra constantemente culpado.

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5-) Cygnet Committee

Embora a música fale de um ícone religioso e a (falta de) evolução do ser humano, pode ser facilmente levada para o lado pessoal durante uma crise. Trechos como “muito passou e pouco mudou”, “feri meu coração para amenizar sua dor e ninguém lembra disso” refletem a falta de empatia de pessoa à sua volta, além da sensação de estar preso no mesmo lugar.

 

6-) Under Pressure

Junto com a banda Queen, é óbvio que a música se encaixa ao tema. A música aborda explicitamente alguém que se sente pressionado o tempo inteiro.

 

7-) Life On Mars

Na minha opinião, essa é a melhor música de David Bowie a ser ouvida durante uma crise existencial. Nesta canção, a “garota de cabelos castanhos” começa se sentindo pressionada pelos pais e confusa em relação a um affair. O cenário muda quando ela vai ao cinema e associa sua vida à cena caótica do filme, não conseguindo ao menos se chocar. Depois, nos deparamos com decepções da vida, como as desilusões que temos ao crescer (em forma de Mickey Mouse, que cresceu e virou uma “vaca”), a luta por algum reconhecimento através do trabalho e a “sujeira” em lugares luxuosos, como Ibiza.

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Agora que tem algumas sugestões, pode chorar um pouco no canto…. Alivia a alma!

CENA #2: Lady Gaga não podia homenagear David Bowie?

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Tem gente que adora julgar o que atinge muita gente. Essa mesma gente fica postando em redes sociais “enquanto vocês vão ao show da Katy Perry, eu vou ao show do David Gilmour”, como se isso realmente significasse algo. Pior mesmo quando é um artista nacional. Aí sim o preconceito rola solto – principalmente se for alguém que cante funk, sertanejo, pagode…

Se a carapuça lhe serviu, por favor, PARE DE SE ACHAR SUPERIOR PORQUE OUVE ROCK ‘N’ ROLL, CARA! Grata.

Essa semana tivemos o Grammy e vi algumas pessoas criticando Lady Gaga nas redes sociais. Muita gente achava que ela não era digna de homenagear David Bowie. Essa mesma muita gente achava que uma cantora pop não poderia interpretar um astro do rock.

David Bowie, assim como Lady Gaga, foi um artista muito versátil. Ele não se limitou a um único gênero musical. Ele passou pelo rock, pelo jazz, pela disco music e…. pelo pop!

Lady Gaga deveria receber mais reconhecimento. Tem quem se lembre dela por trajes extravagantes que vestia, esquecendo-se que ela é uma ótima cantora. Assim como David Bowie, ela também é uma atriz talentosíssima!

Será que David Bowie também era tão criticado? Ou, por ser homem e roqueiro, seus trajes extravagantes não chamavam mais atenção que suas músicas?

Lady Gaga declarou que sempre quis ser levada a sério. Sinceramente, acho que é o desejo que todas as minorias têm. O homem branco, heterossexual e com alguma quantia de dinheiro parece não ter essa preocupação. Se tem, é bem menos que das mulheres, dos negros, dos homossexuais, dos pobres.

  Ela já gravou em parceria com Tony Bennett, um grande nome no jazz. Será que mesmo assim não pode ser considerada uma artista madura?

Lady Gaga, ao contrário de muitos roqueiros por aí, levanta a bandeira em nome das minorias. Ela tem preocupações sociais e ensina às pessoas a se aceitarem como são. Será que isso não é importante para os jovens?

Tem gente que acha que o rock é a única fonte de sabedoria. Sinceramente, você precisa ligar o rádio um pouco. Nunca vi seu David Gilmour fazendo críticas ao racismo como Beyoncé faz.