CENA #7: 5 livros juvenis (SOBRE MENINAS) para ler nas férias!

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Vamos aproveitar as férias para colocar a leitura em dia? As férias são um ótimo momento para ler (e ver Netflix, né, mores). Tem aquele dia que você está sossegada em casa, sem o que fazer. E também tem aquelas sortudas que vão passar horas dentro de um carro, de um ônibus ou de um avião porque estão em condição de viajar. Você pode usar esse tempo todo para (já sei, Netflix) ler um livro.

“Ah, mas eu não sou mais adolescente”; sim, eu tive o cuidado de separar livros que vão agradar jovens adultas também!

 

1-) Por Isso A Gente Acabou, Daniel Handler

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Já ouviu falar de Desventuras Em Série? Lemony Snicket é o pseudônimo que Handler usou para escrever a série dos três órfãos. Agora, em uma história bem menos trágica – e bem menos nonsense –, Handler conta sobre Min, uma adolescente aspirante a cineasta que acabou de romper seu namoro com Ed, jogador de basquete em sua escola.

O livro é uma carta dedicada ao ex, explicando os vários motivos para que o relacionamento dos dois não tenha dado certo.

Eu recomendo o livro principalmente às mais jovens, para que vejam que um término de relacionamento não é o fim do mundo e, meus amores, a vida segue.

 

2-) Mosquitolândia, David Arnold

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Mim, de apenas 16 anos, decide viajar escondido do pai e da madrasta para encontrar sua mãe doente e “desaparecida” há meses.

Como já é de se esperar, muita coisa dá errado na viagem de Mim. Ao mesmo tempo, ela conhece pessoas marcantes, que a fazem amadurecer ao longo da história.

Recomendo este livro a quem está com a imaginação fértil e quer um livro cheio de reviravoltas.

 

3-) Eleanor & Park, Rainbow Rowell

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Esse é meu favorito (e o mais sensível) da lista! Eleanor é uma menina tímida que acabou de mudar de cidade. Mal chegou na escola nova e sofre bullying por seu peso, por suas roupas extravagantes e seu cabelo ruivo e volumoso. Park é “o garoto oriental da escola”, introspectivo e sempre lendo suas graphic novels do Alan Moore.

Aos poucos, os dois se aproximam. O romance é marcado por impossibilidades, principalmente por parte de Eleanor, que vem de um ambiente familiar conturbado pelo padrasto alcoólatra e violento.

Recomendo este livro a todos. Rainbow Rowell tem uma maneira sensível de conversar com o público sobre sentimentos e inseguranças. Então prepare os lencinhos e para pegar todas as referências de The Beatles e de The Smiths!

 

4-) Bonjour, Tristesse, Françoise Sargan

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Este livro é para aquelas que querem praticar o francês (ou o inglês), já que não temos uma tradução em português.

A história não é tão forte, e por muitas vezes senti raiva da protagonista, Cécile. Porém, devemos levar em conta que a autora tinha apenas 18 anos – e é admirável que uma mulher tão jovem tenha feito tanto sucesso assim que publicou o livro (1954).

Cécile, de 17 anos, está de férias na Riviera Francesa com o pai e Elsa, sua madrasta jovem e fútil com quem se dá muito bem. Porém, depois de alguns dias Anne chega à casa de veraneio. Anne, que era amiga da falecida mãe de Cécile, acaba dormindo com o pai. A partir daí os dois iniciam um romance e Elsa sai de suas vidas.

Cécile planeja para que seu pai volte com Elsa, mas tudo acaba muito mal.

Recomendo o livro àquelas que estão procurando algo bem “novela mexicana”.

Curiosidade: foi feita uma adaptação ao cinema, com Jean Seberg, musa de Godard em O Acossado.

 

5-) The Girls, Emma Cline

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Esse livro é para a leitora que já está com o inglês mais avançado – novamente, ainda não tem tradução. Este livro é bem recente (14.06.2016), é o primeiro da autora Emma Cline. Tem chamado bastante atenção de críticos norte-americanos e ganhou o Goodreads Choice Awards.

A história é contada do ponto de vista de Evie, uma mulher de meia idade que se lembra dos seus 14 anos, quando fez parte de uma seita que cometeu um massacre – mais ou menos como o caso de Charles Manson.

O livro é muito interessante. Apesar de ser o primeiro livro da autora, ela consegue construir uma atmosfera tensa e um suspense. Porém, não recomendo o livro às leitoras menores de 16 anos, pelo sexo, pelas drogas e principalmente pela violência.

Recomendo o livro àquelas que têm interesse nas décadas de 60 e 70 e também querem ler um thriller nas férias.

 

E aí? Gostaram das minhas sugestões? Deixem algumas para mim também! Até o próximo post!

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OBS #6: Tente não ficar triste.

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     Eu não tenho grande conhecimento em Psicologia, então pode ser um erro escrever isto aqui. Acontece que já passei por momentos de tristeza inexplicável em minha vida – e quando digo “inexplicável”, é porque não havia motivo aparente, de fato.

     Conheci muita gente que desabafou comigo sobre sentir angustiada dessa forma – algumas vezes confessaram sentir até desejo de morte.

     Muitas de minhas amigas foram diagnosticadas desde muito jovens com algum problema psicológico. Sem entrar na discussão se estes “rótulos” são válidos, pensei em escrever algumas dicas que podem ajudar a melhorar.

(A questão sobre “rótulos”: por favor, não me levem a mal; conheço muita gente que pensa em “nomes” como o problema do século, no sentido de “ah, hoje em dia tudo tem rótulo”. Sei que isso pode acontecer porque hoje temos um conhecimento mais amplo do que acontece conosco. Não estou questionando nada. Como disse no início do texto, não sou estudiosa dessa área.)

     1-) Reveja seus relacionamentos

     Algumas pessoas à sua volta podem estar lhe fazendo mal sem que você perceba. Sua família, parceiro ou parceira, amigos… Eles podem fazer com que você não se sinta importante de alguma forma. Às vezes não estão lhe dando o apoio que você precisa. Se for o caso, tente conversar com essa pessoa: pode ser que nem ela perceba o que está lhe causando.

     2-) Não se auto-sabote

     Se estiver muito introspectiva, pode passar muito tempo com pensamentos negativos. Isso só irá piorar a situação. Tente não se cobrar tanto também! Você não vai conquistar tudo de uma vez. Não foque tanto no objetivo, e sim nas etapas que precisa cumprir. Não adianta planejar tanto; nem tudo sai como você espera.

     3-) Faça algo novo

     Tente se distrair um pouco – isso vai evitar que passe tanto tempo pensando em coisas negativas. Saia para lugares novos, ou tente assistir novos filmes e séries, ouvir novas músicas. Se puder se matricular em um curso, faça isso! Aprender algo novo vai fazer com que se sinta vitoriosa.

     4-) Não se obrigue a nada

     Claro que todas temos obrigações e prazos, mas VOCÊ não deve se obrigar a nada. Se preferir ficar em casa vendo um filme e não quiser sair com amigos, fique em casa! Não se sinta culpada por gente (egoísta) que pensa que é obrigação sua estar de corpo presente em todos os momentos. Outra coisa: não ature gente chata. Você já é obrigada a aturar gente chata no trabalho, não precisa fazer social com mais gente assim.

     Sei que essas dicas são um tanto simplistas e infantis, mas escrevi isso tentando me ajudar um pouco. A tristeza faz parte de nós, mas passar muito tempo assim pode ser um atraso em sua vida – experiência própria. Espero ter ajudado alguém.

OBS#5: Respostas que eu devia dar aos desaforos.

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Cena do filme Ghost World, de Terry Zwigoff

No último post da coluna OBS eu já havia dito sobre a dificuldade que é manter amizade com amigos da época da escola. Coincidentemente, recebi um convite no fim de semana para ir ao aniversário de uma antiga amiga. De início hesitei, pois não tenho mais contato com algumas conhecidas que iriam. Na verdade, nem tenho contato com a aniversariante. Só tenho contato com uma das amigas que iria.

Vamos dar nome fictícios aos bois?

Andréia é a aniversariante.

Juliana e Paula são duas garotas com quem não tenho mais contato, mas éramos muito amigas na época de escola.

Eduarda é minha amiga desde a infância e ficou de dar carona ao grupo.

Eduarda, por não me ver há algum tempo, insistiu que eu fosse. Aceitei por sentir falta dela e de Andréia, mas já sentia que poderia ser terrível um encontro com Juliana e Paula (pelos mesmos motivos que cito no OBS #4).

Sou uma pessoa extremamente pessimista, e nem sempre minhas previsões se concretizam. Ás vezes, tudo consegue ser muito pior do que imaginei. Foi o caso da noite de ontem. A noite foi ruim desde a carona: tive que responder muitas, MUITAS, perguntas pessoais. Não importa se já tivemos intimidade um dia, se perdemos o contato, já não existe tanta liberdade quanto antigamente.

Chegando no “barzinho tranquilo” da festa de Andréia, encontramos uma casinha lotada, com música alta demais e, a cereja do bolo, baratas circulavam à vontade entre os frequentadores. A aniversariante passou menos de um minuto conosco durante todo o tempo que estivemos lá, ou seja, eu devia ter ficado em casa assistindo um filme.

Desesperada, resolvi pedir logo uma garrafa 600mL de cerveja, que foi roubada de mim cinco minutos depois. Já disse isso muitas vezes, mas esse foi o pior rolê da minha vida (até agora).

O que mais me deixou desconfortável ontem à noite foi ter que levar desaforos disfarçados de perguntinhas casuais. Eu sei que ontem à noite não me perguntaram coisas como quem não quer nada. Eu sei também que eu deveria ter sido deselegante e falar umas boas verdades.

Já que não posso voltar no tempo, resolvi lavar a roupa suja aqui mesmo.

Andréia, você continua sendo uma das pessoas mais bonitas que conheço. Agora, por favor, você já foi mais simpática. Sei que não nos falamos mais, mas se você diz que faz questão que pessoas vão à sua festa, passe um pouco do seu tempo com elas. De você eu não fiquei com raiva, na verdade, mas quis dar esse toque. Grata.

Juliana, eu quero mandar você para um convento! Não pergunte tanto os detalhes de relacionamentos amorosos às pessoas. Não pergunte se um namoro de dois anos vai dar em casamento, ou algo assim. Principalmente, não insinue que, porque um casal não quer se casar, não existe afeto verdadeiro na relação. Outra coisa: não adianta ficar pagando de pessoa politizada e socialista nas redes sociais se você acha justificável alguns preconceitos. Aliás, sair do mundo corporativo para trabalhar com educação não é fracasso.

Paula, eu não gosto de você faz tempo. Você sempre foi uma pessoa maldosa, e é triste que você tenha pisado tanto em mim quando éramos amigas. Nunca precisei lhe dizer por que nos afastamos: você teve medo de mim quando comecei a me impor. Tenho pena de você sempre fazer amizade com pessoas que são mais inseguras que você. Tenho pena dessa relação de poder que você quer criar. Tenho pena por você achar que é mais esperta que todos por fazer medicina e não ter que trabalhar. Eu só não tenho pena quando você quer humilhar a todos. Odiei ver como você quer fazer todo mundo parecer hipócrita. Sim, há dez anos atrás eu devo ter reproduzido alguma opinião machista – eu felizmente não me recordo do que você afirmou com tanta certeza. Hoje eu sou uma mulher totalmente diferente da menina que eu era com doze anos. Eu acho que você deveria tomar vergonha na cara e assumir que a hipócrita naquele carro era você, que fala de ecologia, mas acha absurda a ideia de não ter carro – aliás, você tem dois carros.

Eduarda, sei que eu e você brigamos muito ao longo da nossa amizade. Temos atitudes e ideias muito diferentes. Independente de tudo isso, admiro a mulher que está se transformando. Só temo que você baixe demais a cabeça. Você não tem que deixar as pessoas tirarem sarro de você ou lhe menosprezarem. Nem tudo pode ser considerado brincadeira. Eu torço muito por seu sucesso e que você tenha cada vez mais força.